Primeiros episódios se perdem pela tentativa de agradar todos

Com dois episódios já exibidos no Japão – o terceiro foi lançado enquanto esse review era finalizado -, Fuuka deve agradar quem gosta de animes de drama, apesar do “esforço”para fugir do gênero. As imagens divulgadas e a abertura indicam que os próximos episódios serão mais dramáticos e a música deve ter mais espaço na trama, mas os primeiros cinquenta minutos são dedicados à construção dos protagonistas Fuuka e Yuu.

A intenção das primeiras horas da animação é fazer com que o telespectador se identifique com os personagens, porém, a mistura de gêneros de anime dentro dos episódios ofusca os pontos fortes do roteiro. Na tentativa de passear entre a comédia – Fuuka e Yuu trombam a todo momento -, o ecchi – as irmãs de Yuu ficam nuas ou quase peladas dentro de casa por causa do calor – e o drama, a história se perde.

Fuuka (à esquerda) e Yuu

Fuuka (à esquerda) e Yuu

As discussões interessantes de como a tecnologia tem influência em nossas vidas ou como é possível viver sem um celular hoje servem como pano de fundo apenas. Yuu é o garoto que não larga o smartphone, e Fuuka não possui um aparelho. Essa diferença entre os dois possibilita uma boa cena enquanto eles tentam se encontrar no bairro de Shinjuku, em Tóquio, mas é pouco.

Há potencial na trama. Fuuka, na verdade, é sobre se encontrar, achar algo que ame fazer, se expressar. A garota é apaixonada por música e quase no fim do episódio ela decide formar uma banda. Talvez seja esse o caminho dela e do anime.

O triângulo amoroso entre Yuu, Fukka e Koyuki Hinoshi, uma cantora famosa no Japão, também deve crescer, funcionando como um canal para o drama de verdade.

A relação de Yuu com a cantora Koyuki Hinoshi pode ajudar a trama

A relação de Yuu com a cantora Koyuki Hinoshi pode ajudar a trama

Fuuka é originalmente um mangá que está sendo publicado no Japão. Ainda não há previsão para a conclusão da história neste formato.

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