O destino do Homem de Ferro e o início de uma nova etapa da Marvel nos quadrinhos

A Marvel Comics terminou sua Guerra Civil II hoje (28) com a chegada da edição 8 às comic shops norte-americanas. A saga teve início no dia 1º de junho de 2016 e opôs Homem de Ferro e Capitã Marvel, enquanto arranhou a superfície de temas como a manutenção de direitos constitucionais, autoritarismo e condenação antes do crime consumado.

A trama e os dilemas do evento foram impulsionados por Ulysses, um Inumano que tem o poder de ver, sentir e mostrar o futuro. Essas habilidades despertaram o interesse da Capitã Marvel que começou a usar o Inumano para evitar crimes antes que eles acontecessem. Tony Stark não concordou com este modo operante e afirmou ser impossível confiar nos poderes de Ulysses e condenar alguém antes do crime ser cometido.

A luta de Capitã Marvel e Homem de Ferro no Capitólio

A luta de Capitã Marvel e Homem de Ferro no Capitólio

Firmes em seus ideais, os dois heróis se enfrentaram pela última vez em Guerra Civil II #8. Quase toda edição é dedicada ao combate, onde a arte de David Marquez brilha como poucas vezes na série. Os raios de energia criados pela Capitã Marvel ficaram tão bonitos que quase não parecem letais. E por isso o colorista Justin Ponsor também merece os devidos créditos.

Para o azar do Homem de Ferro, os ataques de Carol Danvers são belos, mas destrutivos. Com uma rajada gigantesca de energia, ela desintegra a armadura de Tony Stark deixando o futurista muito machucado. Enquanto isso, o Inumano Ulysses suga mais uma vez os heróis para mostrar possíveis futuros. Todos são apocalípticos, incluindo o que parece ser a Era do Apocalipse e a Era de Ultron, duas das variáveis apresentadas na visão.

As hipóteses de futuro são interrompidas por Eternidade, um ser cósmico da Marvel nos quadrinhos que controla a realidade. O ser chega para convidar Ulysses a acompanhá-lo. A proposta – aceita- é a definitiva evolução de poder Inumano e o fim do seu arco na saga.

Rajada de energia desintegra a armadura de Tony Stark

Rajada de energia desintegra a armadura de Tony Stark

A derradeira visão criada por Ulysses prova que Tony Stark estava correto ao escolher proteger o futuro. Se existem diversos destinos possíveis, como alguém pode afirmar qual deles será transformado em realidade?

O Homem de Ferro talvez demore a escutar a conclusão da história. O futurista está em coma. Seu corpo se encontra em um tipo de casulo cibernético na SHIELD e as experiências realizadas por ele em seu próprio corpo nos últimos anos (Extremis, talvez?) o mantém vivo.

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Tony está em coma

A consciência de Stark, no entanto, está longe e bem ocupada. Ele a transferiu para uma matrix de inteligência artificial antes da luta contra Carol e agora acompanha Riri Williams, a Ironheart, em seu treinamento de super-heroína. Do outro lado, a Capitã Marvel se aproxima do governo norte-americano e afirma ter “planos para o futuro”.

Entre perdas – Máquina de Combate e Hulk morreram – e uma trama repetitiva, Guerra Civil II é uma saga mediana que pode criar oportunidades interessantes para a Marvel nas HQs. Além da já citada Riri, Dr. Destino também usará tecnologia Stark a partir de agora, enquanto a Mulher Hulk e o Homem-Aranha (Miles Morales) tentam assimilar os últimos acontecimentos.

Terminada a grande saga da Marvel no ano, a sensação é de alívio. Que a editora caminhe para o futuro, mesmo que incerto.

O prólogo de Guerra Civil II, chamado o Juramento (The Oath), será lançada em 25 de janeiro.

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