Vikings chegou ao final do terceiro ano na última quinta-feira e na minha percepção foi uma temporada tão boa quanto sua antecessora, com o cerco a Paris rendendo três bons episódios de encerramento. Porém, devido a algumas decisões de roteiro, não chega a ser tão empolgante como no segundo ano da série, principalmente porque em sua reta final ficou evidente que copiaram e colaram a mesma fórmula que tinha funcionado muito bem na temporada anterior, mas que dessa vez não surpreendeu ninguém. Francamente, achei um tanto quanto frustrante nesse ponto.

Alerta: Spoilers

Caixão Ragnar

Caixão Ragnar

Como disse em outro artigo recentemente (Vikings: Terceira temporada entra na reta final), Ragnar foi se tornando durante a temporada um personagem cada vez mais difícil de se ler, mas essa impressão cai por terra no último episódio quando ele, agora batizado no cristianismo, pede em seu leito de “morte” um funeral cristão ao comandante chefe da guarda francesa. Dali em diante é inevitável que venha na mente a sequência final da segunda temporada, quando parecia que Floki estava mesmo do lado do Rei Horik.

ragnar king charles

Ragnar se levanta durante o funeral

Agora, Ragnar adentra aos portões de Paris fingindo-se de morto e finalmente se levanta do caixão para colocar seu exercito dentro da cidade. Execução diferente, estratégia similar.
Tenho certeza que se o Conde Odo tivesse em sua masmorra de sadomasô uma TV e pudesse acompanhar a série, jamais teria caído nesse truque.

Acho que a única coisa que me agradou mesmo nesse plano repetido, foi o fato de Ragnar ter deixado Lagertha, Rollo e Floki no escuro. Isso permitiu ao rei Viking ouvir os desabafos do luto de cada um e se posicionar mais um passo a frente desses.

Rollo Paris

Rollo ouve a proposta do rei Charles

Em termos de avanço na história, Michael Hirst terminou a terceira temporada deixando o palco preparado para que o rei Ecbert dê início ao seu objetivo de unificar a Inglaterra. Além disso, a trama pode ter resgatado o Rollo ambicioso e confuso da primeira temporada, graças ao plano do rei Charles, que lhe oferece a mão da princesa Gisla com o intuito de ter o Viking ao seu lado quando Ragnar regressar.

Eu não acredito muito que Rollo irá realmente se opor ao irmão e defender Paris, já vimos outras vezes ele desistindo de trair Ragnar na hora H. Mas com certeza ele apreciou bastante a ideia de se casar com a herdeira da França, fato que deve cumprir a profecia do vidente e colocará a série mais uma vez caminhando paralelamente com a história

Mesmo com a sensação de “Déjà vu”, que me deixou frustrado na season finale, acho que a série segue muito bem dentro de sua proposta e a terceira temporada consegue manter o mesmo nível das duas anteriores, apresentando argumentações interessantes, mortes importantes de personagens centrais, um toque de misticismo e produção impecável. Com certeza, o History Channel não deve estar com muita pressa de dar um final para a trama, já que notavelmente, Vikings se tornou a pedra preciosa do canal, segurando uma audiência expressiva.

Pois bem, teremos que esperar quase um ano para o retorno de Vikings. A quarta temporada já está confirmada e com produção em andamento.